quinta-feira, 15 de outubro de 2009

VEJA e o grande capital

A Abril resolveu calar o Nassif

A Abril resolveu calar o Nassif

Deu no Nassif:

14/10/2009 – 20:54
A Abril consegue a primeira condenação

Ainda não tenho os dados à mão. Mas, pelo que sou informado, fui condenado a pagamento de 100 salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, em processo movido por Mário Sabino e pela revista Veja. No primeiro processo – de Eurípedes Alcântara – fui absolvido.

Pode haver apelação nas duas sentenças.

Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.

Não me intimidaram.

Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.

Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.

Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.

Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.

Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos. Melhor que isso, só a solidariedade que uniu minhas filhas em defesa do pai.

PS – Como o processo continua, vou bloquear comentários no post, que eventualmente poderia ser utilizados pela parte contrária.

Em tempo: O Conversa Afiada reproduz o comentário da navegante nancy.nancy:
Enviado em 15/10/2009 às 9:03

hoje, 15 de Set.
acessei o site do Le grand soir e fiquei pasma ao ler uma materia na qual eles falam da campanha negativa que a revista veja vem movendo contra o presidente Lula (a analysé les 204 numéros de la revue « Veja » de 2003 à 2006, concluant à une véritable stratégie de déstabilisation (3). Les triomphes électoraux et la forte popularité de Lula da Silva (…) analisaram 204 numeros da revista de 2003 a 2006 e chegaram a esta conclusão imagine de la pra então?!!!!!!!!!

http://www.legrandsoir.info/Chantal-Rayes-piegee-a-Sao-Paulo.html

14 octobre 2009
A propos de « Lula piégé à Tegucigalpa » (Libération) et de « Lula critiqué pour sa gestion de la crise hondurienne » (le Monde)
Chantal Rayes piégée à Sao Paulo
Thierry DERONNE

C’est par le plus pur des hasards qu’à 24 heures d’intervalle, le Monde et Libération écrivent pratiquement le même article (1) sous un angle pourtant peu évident à priori. Car pour nous parler du retour du président Zelaya au Honduras Jean-Pierre Langellier (le Monde, 2 octobre) suivi par Chantal Rayes (Libération, 3 octobre) choisissent tous deux… la campagne de l’élite brésilienne contre le président Lula. (2)

Rayes et Langellier font preuve d’un sens aigu du pluralisme. Leurs sources sont les grands médias brésiliens aux mains de grands groupes économiques et cette élite intellectuelle qui n’ont jamais pardonné à Lula son relent de cambouis d’ex-syndicaliste de la métallurgie. Hier son crime était d’être « financé par les FARC, Fidel Castro, Hugo Chavez ». Aujourd’hui’hui, de quitter l’orbite militaire nord-américaine en achetant des Rafale à la France. Ou d’appuyer sans phrases le retour de la démocratie au Honduras. Jammal Makhoul, de l’Ècole de Sciences Sociales de la « Pontificia » (Sao Paulo) a analysé les 204 numéros de la revue « Veja » de 2003 à 2006, concluant à une véritable stratégie de déstabilisation (3). Les triomphes électoraux et la forte popularité de Lula da Silva prouvent par contraste la capacité populaire a résister aux coups d’État médiatiques. Comme au Honduras.

* Reproduzi na integra post publicado hj no blog do Paulo Henrique Amorim, uma vez que acho mais que necessário manter essas informações muito bem divulgadas.

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