domingo, 12 de outubro de 2008

Criaçao e notas musicais

“A escuridão em cima cintilava de estrelas. Elas não chegaram devagar, uma por uma, como fazem nas noites de verão. Um momento antes, nada havia lá em cima, só a escuridão; num segundo, milhares e milhares de pontos de luz saltaram, estrelas isoladas, constelações, planetas, muito mais reluzentes e maiores do que em nosso mundo. Não havia nuvens. As novas estrelas e as novas vozes surgiram exatamente ao mesmo tempo. [...]


O céu do oriente passou de branco para rosa, e de rosa para dourado. A voz subiu, subiu, até que todo o ar vibrou com ela. E quando atingiu o mais potente e glorioso som que já havia produzido, o sol nasceu. E, quando seus raios cobriram a terra, os viajantes puderam verificar em que lugar estavam. Tratava-se de um vale através do qual serpenteava um grande e caudaloso rio, que corria para o leste, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. Mas era um vale apenas de terra, rocha e água; não havia uma única árvore, arbusto ou folhinha de capim.


A terra tinha muitas cores – cores novas, quentes e brilhantes, que faziam a gente exaltar...”


Foi a primeira vez que vi descreverem a criação do mundo desta maneira, como consequência de um canto profundo, que não se pode localizar a princípio de onde vem mas que, no entanto, tem em cada nota um sentido – um significado.


Imagino que as notas mais suaves foram aquelas que fizeram as nascentes de água brotarem das pedras e que nessa canção, as notas mais fortes, transformaram-se em caudalosos rio que correm em direção ao mar.


Não consigo imaginar quão belas notas desenharam o nascer e o pôr do Sol, mas creio que poderia ouvi-la incessantemente, sem cansar-me dela jamais.


Observar a criação e as coisas boas que nos são dadas por Aquele que cantou as notas da vida completam o vazio que, por vezes, volta a assombrar minha mente nas noites de insônia. É muito melhor ser feliz, observar o mundo com olhos de criança.


Crianças não podem perceber as notas amargas, embora sintam tristeza. Me lembro de certa vez ter levantado de manhã, chorando – estava assustado: sentia saudade. Não entendo até hoje saudade de quê, não tinha vivido anos suficientes para entender bem o significado dessa palavra, mas lembro-me claramente da dor e do desespero. Minha mãe levantou-se alguns minutos depois, preocupada e me perguntou o que era, disse que sentia saudade da minha bisavó .


Minha bisavó, contaram-me anos mais tarde, era uma senhora alegre, de riso fácil, com quem eu ainda sem dentes (hehehe) e com menos de um ano de idade ria até ficar fraco.


Ela se foi, suas imagens na minha mente são fotografias e lembranças daquela manhã.


As lembranças, elas não chegaram devagar, uma por uma, como fazem nas noites de verão, mas me fazem contente.


Parece estranho que o sentimento que eu chamei de saudade há mais de 18 anos atrás, hoje tenha se tornado uma lembrança doce. Não sei bem porque, mas hoje não acho que tenha sido saudade, mas medo.


Medo é um sentimento mais simples, muito mais simples que a saudade. Só não consigo descrever do que era esse medo. Era semelhante aquele sentimento que temos quando pensamos que podemos perder alguém muito próximo...acho que todo mundo já sentiu isso alguma vez.


Acho que já escrevi demais para aquilo que queria quando comecei este texto. Não preciso, no fim, de muitas palavras. Só queria dizer que sou feliz – feliz como qualquer pessoa pode ser se quiser tomar o cuidado de observar as belas notas que fazem parte do seu passado e permitir que elas ressoem no seu futuro e presente. A terra que hoje enxergo quando olho para trás tinha muitas cores – cores novas, quentes e brilhantes, que me fazem hoje exaltar...querer um futuro ainda mais esplendoroso...e acima de tudo me fazem grato.




12 comentários:

ED CAVALCANTE disse...

RAPAZ, É MUITO DIFÍCIL ESCREVER COM METÁFORAS. VOCÊ TEM QUE TER O DOMÍNIO TOTAL DO QUE ESCREVE. ANDAS BRIGANDO COM O TECLADO POR QUE?

Sr. Sem sono disse...

hehehe os acentos não estão funcionando direito

Gregory Vancher disse...

confesso achar seu texto um pouco confuso, mas não que isto seja algo ruim, pode até se tornar um estilo diferente, se bem trabalhado.
Gostaria de saber de onde foi extraída a citação no início do texto.

http://clik.to/otherside

Tico disse...

é mto foda faze um texto desse parabens

www.maniacosporfutebol.com.br

Rindo Na Net disse...

que texto doido..
quase que naum consigo entender..
parabens..




http://rindonanet.blogspot.com/

30 e poucos anos. disse...

Pelos comentários acima fico mais tranquilo pra dizer que fiquei meio perdido ... !!!

Sr. Sem sono disse...

hauahuahua tudo bem - se todo mundo tá falando eu devo ter complicado demais o que nem é tão complicado. Deixa eu tentar explicar: apenas tentei expressar algumas lembranças relacionadas ao texto que introduz a reflexão, uma vez que esse conta a criação como se fosse uma cançao, do mesmo modo acredito que a metáfora se aplique a nossa história pessoal...acabei evocando memórias da infancia paradoxais em si, como muitas coisas da vida - isso apenas para dizer que apesar dos altos e baixos a vida é boa ^^

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Engraçado...acho que quando eu era criança conseguia percebre as notas amargas da vida...eu via mais q tristezas sim, acho q sempre fui muito emotiva...não sei...

Mas ah, que bom q está feliz! Que este estado perdure por muitos...

Obrigada pela visita ao blog! Volte outras vezes!

Abraços!

M.A.R disse...

Muito legal teu blog, Rafael! Vou adicionar aos favoritos lá no meu!

Layout é show e tu escreves mto bem! Palavra de Jornalista/Geógrafo, hehe

abraço!

Amandinha disse...

bem confuso, mais mto bom!
Obrigada pela visita, volte sempre!!
.. e é sim MUITO bom, quando fazemos o que gostamos ;)

Beijos

Jeff McFly disse...

Ufa... achei que só eu que tinha ficado perdido no texto.

porém, to vindo aqui para agradecer a visita no Arroto. Pelo visto, vc gostou do windows vista, né?

kkkkkkkkkk

Abraço, cara! E vamo que vamo!

Dri Viaro disse...

e como é bom ser feliz, e eu adorei este texto

bjão