Bom dia! Eu amo madrugadas, ainda mais essas quentes ... Ironia à parte - o dia realmente foi muito bom. Foi daqueles dias que começaram de vagar, mas ganhou o tamanho certo no fim.
Não sirvo muito pra fazer crítica de filmes, para isso existem críticos rsrs. O que eu gostaria de fazer aqui é algo um pouco mais intimo, que embora possa suscitar curiosidade, é subjetivo de mais para balizar qualquer análise artística mais séria.
Dois velhos moribundos. Duas vidas vividas com afinco. São, no entanto, dois homens tão distintos entre si que dificilmente teriam suas vidas cruzadas. Mas cruzaram-se. É inebriante os deslumbres que o dinheiro do velho interpretado por Jack Nicholson permite. Ele tem o suficiente para que ambos perambulem pelos mais variados cantos da Terra - visitam as Terras do Himalaia, a França e tantos outros lugares, mas é da sabedoria de Freeman que o filme ganha seu sabor.
Seria besteira dizer que não me encantaria ter o poder que o homem rico do filme acumulou, mas eu fui colocado a pensar, de verdade, o que sonho pra minha vida? O que eu quero poder dizer que fiz quando tiver "batido as botas"?
Em determinado momento do filme Freeman ao olhar-se circundado de seus familiares, todos em festa, barulhentos como em toda boa família, me disse o que eu desejo - e o verdadeiro legado de um homem!
Quero ser pai, quero ter uma família. Essa é a única maneira de sentir-se realizado de fato, a velhice solitária é um dos fins mais tristes que posso conceber. Talvez eu nunca escale o Everest nem nunca conheça os desertos africanos. Talvez eu nunca possa chegar a cumprir meu audacioso plano, à la Che Guevara, de visitar todos os países da América do Sul - começando do Uruguai e terminando no Vale dos Reis no México - mas quero ter certeza de não deixar a Terra sem ter encontrado alguém pra dividir meus dias.
Desculpa o tom intimista, conservador até, mas quem de nós não sente uma pontinha de vontade de ver-se imortalizado em gerações futuras na lembrança de pessoas que são sangue do seu sangue? Eu sinto o maior orgulho ao relembrar histórias passadas pelos meus avós de como foi duro construir tudo o que construíram. Sou fruto de homens e mulheres valentes, só espero jamais desapontá-los, quero muito mesmo escrever e viver uma vida, que como diz Morgan Freeman no início do filme, tenha a capacidade inspirar admiração nas gerações futuras, pois concordo com ele quanto ao modo de sabermos se vivemos plenamente ou não. Assistam, vale cada centavo da entrada.
"Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."
(Manuel Bandeira - O último poema)
sábado, 8 de março de 2008
Antes de partir (Bucket list)
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3 comentários:
Opaaa... Bom demais =)
Rafa, eu assisti esse filme e sei o que vc quer dizer exatamente, achei muito lindo nos [ultimos paragrafos, vc merece ser muito feliz, seja sempre esse garoto sonhador e tao feliz que vc e!!!! Adoro muito vc, tenha certeza que vc e diferente!!!!!!
Bjao*
Carol Garcia
Oi Rafaa!Poxaa vc escreve mtoo bem ein!adorei seu blog!
E amei o filme tmb..concordo com vc viu!...nada como ter alguém pra dividir tudo o que tem....e um dia talvez poder criar uma geração de gente mais bonita ainda neh?!hehehe...
Adoro vc cunhado!
BjOss
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